Santa Catarina

Considerado um dos principais destinos turísticos brasileiros, Santa Catarina apresenta experiências emblemáticas de Ecoturismo do litoral ao interior do estado. Começando por Florianópolis, em especial no sul da ilha, com opções de trilhas e atividades na natureza, seguindo para o interior do estado na região do Vale Europeu, que inclui Blumenau, Doutor Pedrinho e Apiúna, integrando o cicloturismo com a produção rural de forma planejada e com o engajamento dos proprietários rurais. Vale destacar a região da Serra Catarinense, que contempla os municípios Bom Jardim da Serra, São Joaquim, entre outros, com a conhecida Serra do Rio do Rastro e a região de observação da Baleia Franca, no sul do estado. Essas são apenas algumas das diversas ofertas existentes.

Um dos destaques do estado é a diversidade de atividades oferecidas nos ambientes de praia, de mata, em áreas rurais e nas montanhas, que incluem caminhadas, alguns dos melhores raftings do país, observação de baleias, cicloturismo, canoa havaiana, canionismo, turismo off-road, mergulho, kitesurfe, windsurfe, entre outras.

Santa Catarina conta com 13 regiões turísticas que somam 177 municípios de acordo o Mapa do Turismo do Programa de Regionalização do Ministério do Turismo. Conta também com 132 Unidades de Conservação, sendo 5,40% das unidades do país que protegem os biomas Mata Atlântico e Marinho, de acordo com o Painel de Unidades de Conservação Brasileiras do Ministério do Meio Ambiente. Entre as Unidades de Conservação estão 30 parques, dentre os quais três Parques Nacionais e sete Parques Estaduais.

Boas Práticas

Acolhida na Colônia - Produtores integrados com o Turismo Sustentável

A Acolhida na Colônia é uma associação de produtores rurais e foi criada no Brasil em 1999, tendo como objetivo promover, por meio do Turismo Sustentável, a integração entre pessoas e organizações do meio rural e da cidade, estimulando a troca de experiências, valorizando a cultura e os modos de vida, estabelecendo relações comerciais justas e preservando o meio ambiente.

A entidade estabeleceu como visão o desejo de ser reconhecida pela sociedade como uma organização que promove o desenvolvimento rural sustentável através do agroturismo ecológico e que contribui, com seu trabalho, para permanência digna dos agricultores e agricultoras familiares no campo. 

O projeto que teve início em Santa Catarina, continua em expansão nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e permanece inovador desenvolvendo experiências de Cicloturismo e Turismo Pedagógico e tem como objetivos específicos:

  • Contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares através da organização de atividades de agroturismo enquanto fonte complementar de renda;
  • Valorizar as atividades dos agricultores familiares, oferecendo alternativas para que permaneçam no meio rural, resgatando sua história e sua cultura e fortalecendo uma prática produtiva dentro dos princípios da agroecologia, de proteção e de recuperação do ambiente natural;
  • Desenvolvimento de produtos agroturísticos baseados em circuitos locais e regionais através do trabalho cooperado e parcerias;
  • Resgatar a identidade cultural dos agricultores familiares, enquanto forte ingrediente de cidadania, propiciando-lhes um clima favorável para exposição de seus valores de cultura para a sociedade em geral.

 

Para fazer parte da iniciativa, uma comunidade e os agricultores necessita seguir uma série de passos estruturantes, conforme demonstrado a seguir: 

  1. Mobilização e Engajamento - a primeira fase do desenvolvimento do projeto corresponde ao destino contar com uma instituição/entidade local parceira, que assuma a responsabilidade de, sob supervisão e acompanhamento da Federação da Acolhida (a qual repassa a metodologia e certifica), de desenvolver e acompanhar o destino/agricultores. Depois, ocorre um evento de mobilização para o qual são convidados agricultores que tenham perfil ou interesse para trabalhar com turismo. Após o evento, que conta com palestras de sensibilização e esclarecimento, aqueles agricultores que mostram interesse são convidados para conhecer experiências de Turismo em outras propriedades com características semelhantes. Após esta visita decidem seu engajamento no projeto; 
  2. Desenvolvimento de Experiências e Produtos Turísticos - após a formação do grupo, inicia-se um processo coletivo de desenvolvimento das experiências e dos produtos turísticos que cada propriedade rural vai elaborar. Por meio de reuniões regulares realizadas em formato de rodízio nas propriedades, os proprietários participantes, com o suporte de um moderador profissional da área, realizam um diagnóstico e um plano para desenvolvimento de seu projeto individual levando em consideração o feedback coletivo. Os agricultores são incentivados a trabalhar as premissas do Turismo Sustentável nos seus produtos de diferentes maneiras, sendo: orientação para a agroecologia; para o reaproveitamento de estruturas ociosas e dos materiais disponíveis nas propriedades rurais; adoção de energias renováveis e observação da eficiência energética; proteção das águas e das florestas; orientação aos circuitos sobre comercialização; capacidade de carga reduzida entre outros.
  3. Formação de Roteiro e Associativismo - na medida em que o trabalho avança, o projeto estimula a formação de roteiros, incentivando que proprietários pensem como podem oferecer serviços complementares, pensando regionalmente e coletivamente, estabelecendo as bases para o associativismo, com a formação de uma associação e pactuação de regras mínimas;
  4. Treinamento e Assistência Técnica - com os produtos e serviços definidos pelos agricultores, com as bases do associativismo e roteiro estabelecidos, inicia-se a fase de treinamento e assistência técnica. Diferentes apoios e parceiros são mobilizados para ofertar ferramentas de capacitação e treinamento apropriados às necessidades dos proprietários rurais do território. 
  5. Apoio à Busca por Investimentos - sendo necessária a adequação das estruturas existentes nas propriedades, o projeto apoia a busca de investimentos que viabilizem a implantação dos serviços de Turismo. A fonte de financiamento mais usual tem sido pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF);
  6. Avaliação de Pares e Certificação -  com os serviços em operação os agricultores podem solicitar o uso da marca da Acolhida na Colônia. O processo de concessão do uso da marca envolve a visita de um comitê de verificação formado por técnicos e agricultores de outras regiões que utilizam um documento de avaliação com detalhes das regras mínimas estabelecidas. Se a avaliação for positiva, a propriedade pode utilizar a marca da associação. 
  7. Promoção e Comercialização - o último passo após a certificação consiste em fazer parte do site da Acolhida, principal elemento de comercialização e promoção da associação. Utilizando um site único, todos os projetos que foram avaliados pela sua qualidade e aderência aos princípios da associação geram força e trazem mais tráfego e divulgação para todos os destinos e experiências que fazem parte da iniciativa. 

 

Para conhecer mais sobre a interessante experiência visite a página do associação na internet: acolhida.com.br.

FAÇA PARTE

Participe agora mesmo do Portal Sebrae de Ecoturismo e tenha acesso a maior plataforma online com conhecimentos, boas práticas e oportunidades no Turismo Sustentável. É totalmente gratuito e fácil para empreendedores, gestores e profissionais que atuam nos destinos brasileiros.

Quero participar