Rio de Janeiro

Conhecido pela emblemática capital e pelo Turismo de Sol e Praia, o estado do Rio de Janeiro apresenta diversos destinos de Ecoturismo distribuídos em seu território, atraindo brasileiros e estrangeiros. A capital, por exemplo, oferece diversas opções de atividades de Ecoturismo, em especial no Parque Nacional da Tijuca e nos inúmeros parques e reservas dentro da cidade do Rio de Janeiro. A capital do estado é conhecida pelas opções de trilhas, entre elas a Transcarioca que conecta várias trilhas da cidade. 

De acordo com o programa nacional de regionalização do Ministério do Turismo, o estado conta com 8 regiões turísticas que somam 42 municípios. Os principais destaques do estado no Ecoturismo ficam na região turística de Agulhas Negras, onde está localizado o Parque Nacional de Itatiaia, na Região Turística Costa Verde, que inclui Paraty, Angra dos Reis e Ilha Grande. A região da Serra Verde Imperial conta com o Parque Nacional da Serra dos Órgãos e as cidades de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo.

O estado do Rio de Janeiro tem 335 Unidades de Conservação, 13,5% das UC’s do país que protegem os biomas Mata Atlântica e Marinho, de acordo com o Painel de Unidades de Conservação Brasileira do Ministério do Meio Ambiente. Entre as Unidades de Conservação são 60 Parques, 3 Parques Nacionais e 11 Parques Estaduais com destaque para o primeiro Parque Nacional Brasileiro, que foi criado em 1937, o Parque Nacional de Itatiaia, o mais visitado do país, o Parque Nacional da Tijuca e a Reserva Biológica de Poço das Antas, um dos mais bem sucedidos projetos de conservação e Ecoturismo do país com foco em salvar o Mico Leão Dourado de extinção.

Boas Práticas

Reserva Biológica Poço das Antas e Associação Mico-Leão-Dourado: Do risco de extinção à referência mundial em conservação, restauração ecológica e ecoturismo

Em 1966, o Mico-Leão-Dourado (Leontopithecus rosalia) foi colocado na lista vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN). A espécie só ocorria em uma pequena área no estado de Rio de Janeiro e, em 1972, cientistas do mundo inteiro se uniram para planejar como salvar a espécie, então começaram a ser implementadas algumas iniciativas.

  • Em 1974 um importante fragmento florestal denominado Poço das Antas foi declarado Reserva Biológica (REBIO), a primeira do Brasil.
  • Nos anos 80 teve início um programa internacional de criação em cativeiro e alguns estudos sobre o animal no seu habitat, a Mata Atlântica de baixada.
  • De 1984 a 2000, animais oriundos de zoológico do mundo inteiro são reintroduzidos na natureza e seus descendentes prosperam.

Apesar disso, a  Mata Atlântica, o habitat do Mico-Leão-Dourado, ainda era insuficiente e muito fragmentada. Então, em 1992 foi criada uma organização não governamental, a Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), com o objetivo de coordenar os trabalhos, focando no tripé de:

  • Salvar o Mico-Leão-Dourado,
  • Restaurar a Mata Atlântica e
  • Promover o Desenvolvimento Regional Sustentável.

O Mico-Leão-Dourado (MDL) vive numa região privilegiada, com um grande potencial para o Ecoturismo e Turismo Rural. A proximidade com a cidade do Rio de Janeiro, que recebe muitos turistas, estrangeiros e brasileiros, reforça essa vocação. Desde a conferência das Nações Unidas RIO 92 é possível conhecer o trabalho da ONG e avistar a espécie em pequenos grupos acompanhados por cientistas e funcionários da AMLD.

A AMLD tem um Programa de Ecoturismo desde o ano 2000, criado para ampliar a conscientização sobre a importância da espécie, da Mata Atlântica e também captar recursos para apoiar o trabalho de conservação. O programa atua com operadoras turísticas cadastradas que trazem visitantes para conhecer grupos de micos-leões em RPPNS parceiras. 

A AMLD também tem um Programa de Educação Ambiental em escolas do entorno da unidade, nos municípios de Silva Jardim, Casimiro de Abreu e Rio Bonito e, para grupos agendados de outros municipios. 

Em 2018 a AMLD adquiriu uma fazenda próxima à REBIO Poço das Antas para restaurar a Mata Atlântica e viabilizar a conexão florestal das áreas através da construção do primeiro viaduto vegetado estruturado sobre uma rodovia no Brasil. Esse local, que tem 237 hectares de mata e um grupo residente de micos, é a nova sede da entidade e será transformada no Parque Ecológico Mico-Leão-Dourado. O Programa de Ecoturismo é uma vitrine para seu trabalho e também um apoio para o desenvolvimento regional sustentável

O programa de Ecoturismo pretende consolidar a experiência do Mico-Leão-Dourado, incluindo o tour para conhecer o esforço de salvar uma espécie ameaçada do risco de extinção, juntamente com outros atrativos locais, gerando renda localmente. Nesta visita, além de conhecer as espécies da Mata Atlântica, também é possível conhecer:

Corredores ecológicos – Trata-se de uma estratégia de conservação para integrar fragmentos florestais, plantando corredores nas áreas de pastagem e agricultura. Isso inclui a integração de diversas áreas protegidas que compõe o Mosaico de Unidades de Conservação (modelo de gestão de áreas protegidas que busca a participação, integração e envolvimento dos gestores das unidades e da população local na gestão das mesmas) para a gestão do território.

Restauração Ecológica – Diversas outras iniciativas de restauração conhecendo técnicas, viveiros, trilhas, seja na área da AMLD seja em propriedades vizinhas. Muitas parcerias foram consolidadas para viabilizar estas iniciativas.

Parceria Público Privada de Sucesso - Parceria de mais de 30 anos  da Associação Mico-Leão-Dourado com a REBIO que representa a união de forças entre o governo e a sociedade civil organizada, o que aumenta o alcance de atuação.

Parceria entre pesquisa científica, conservação da natureza e Turismo - O trabalho de pesquisa científica e conservação da natureza agrega valor ao Ecoturismo trazendo mais informações e aproximando os visitantes dos desafios da conservação. Aumento da quantidade de micos-leões-dourados soltos na natureza e o reaparecimento de espécies que haviam desaparecido da região.

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